Ondas da

Resistência

Povos e comunidades tradicionais construindo seus discursos

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06. Direito à alimentação adequada

No sexto episódio do Ondas da Resistência, abordamos as temáticas da segurança alimentar e nutricional e do direito à alimentação adequada.

Segundo dados do relatório “O estado da segurança alimentar e nutricional no mundo” quase 9% da população mundial foi afetada pela fome em 2019, o equivalente a aproximadamente 690 milhões de pessoas.

O mesmo estudo mostra que outras cerca de 750 milhões, ou quase uma em cada dez pessoas no mundo, foi exposta a níveis graves de insegurança alimentar no ano passado.

Por isso, a clássica frase, “metade da humanidade não come; e a outra metade não dorme, com medo da que não come.”, do geógrafo Josué de Castro, permanece atual.

Também nesse episódio falamos sobre a relação entre segurança alimentar e direito à terra, racismo ambiental e agravamento da fome na pandemia.

Sobre esses assuntos, o Ondas da Resistência ouviu Ana Placidino, extrativista, integrante de povos de terreitos, da Rede de Comunidades Organizadas da Diáspora Africana pelo Direito Humno à Alimentação (Rede Kôdya); Ioná Pereira, Yalomifã e coordenadora da Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu (ACBANTU); e Gisele Maria de Oliveira, do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA).

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05. Mar de luta

No quinto episódio do Ondas da Resistência, amplificamos vozes que, um ano após o derramamento de petróleo na costa brasileira, seguem denunciando os impactos desse crime ambiental em povos e comunidades tradicionais.

De acordo com balanço divulgado pelo IBAMA, mais de mil localidades foram diretamente atingidas pelo derramamento de petróleo. Cerca de 130 municípios, dos nove estados do Nordeste, mais o Espírito Santo e Rio de Janeiro, registraram manchas de petróleo em praias, mangues, rios e áreas e proteção ambiental.

E, infelizmente, esses números não param de aumentar. Em junho deste ano, apareceram manchas do mesmo material em novos lugares, além da reaparição em locais onde não havia mais vestígios visíveis da substância tóxica.

Também nesse episódio, falamos sobre a campanha Mar de Luta, que reivindica justiça social aos povos das águas atingidos pelo petróleo e busca cobrar do Estado respostas em relação à saúde, à poluição, à recuperação do meio ambiente e a assistência aos pescadores e pescadoras artesanais impactados.

E ainda discutimos algumas ações desenvolvidas por universidades e Ministério Público Federal, também no sentido de cobrar do Governo Federal ações efetivas de garantia de direitos aos povos impactados.

Sobre esses assuntos, o Ondas da Resistência ouviu Lilian Santana, pescadora da comunidade de Campinhos, na Reserva Extrativista de Canavieiras, no extremo Sul da Bahia; Ana Paula Santos, pescadora da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais; Christiane Senhorinha, professora da Universidade Federal de Sergipe; e Martha Figueiredo, procuradora do Ministério Público Federal.

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04. O corpo é nosso território

No quarto episódio do Ondas da Resistência, conversamos sobre os impactos do derramamento de petróleo e da covid-19 na saúde das mulheres.

Um ano após a aparição das primeiras manchas de petróleo na costa brasileira, mulheres de Povos e Comunidades Tradicionais continuam a sentir efeitos na saúde física, mental e emocional.

Depressão, doenças de pele e respiratórias foram algumas das primeiras consequências do vazamento, especialmente nas comunidades pesqueiras. Além disso, análises de amostras coletadas do petróleo demonstraram que o material contém cerca de oito substâncias cancerígenas. Todos estes fatores acumulados também colocam as mulheres de povos e comunidades tradicionais como as mais suscetíveis ao novo coronavírus.

A pesquisa “Sem parar: o trabalho e a vida das mulheres na pandemia”, realizada pelas organizações “Gênero e Número” e “Sempreviva Organização Feminista”, evidenciou que metade das mulheres brasileiras passou a cuidar de alguém durante a pandemia, sendo que a maioria (54%) é negra. Além disso, também conforme dados da pesquisa, 42% das mulheres responsáveis pelo cuidado não têm qualquer apoio externo, como profissionais, instituições ou vizinhos.

Sobre esses assuntos, o Ondas da Resistência ouviu Elionice Sacramento, pescadora e quilombola, integrante da Articulação Nacional das Pescadoras; Simone Leite, do Movimento Popular de Saúde (MOPS) e do Conselho Nacional de Saúde; e Shirley Morales, presidenta da Federação Nacional das Enfermeiras.

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03. Internet e desigualdades no Brasil

No terceiro episódio do Ondas da Resistência, discutimos as desigualdades no acesso à internet e às tecnologias da informação e comunicação no Brasil.

Ao amplificar vozes de mulheres nordestinas, abordamos as dificuldades enfrentadas no uso da internet por povos e comunidades tradicionais e pelas pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e social.

Alguns dados da pesquisa TIC Domicílios, realizada Comitê Gestor da Internet no Brasil, expressam a gravidade do problema: apenas 48% da população indígena e 56% da população negra já utilizaram computador pelo menos uma vez na vida. E somente 33% das pessoas em situação de pobreza ou extrama pobreza já usaram computador de mesa, notebook ou tablet.

Também nesse episódio, apresentamos duas experiências populares de comunicação, que evidenciam a importância da comunicação para a garantia de direitos: o Carrapicho Virtual, em Juazeiro, e a Rede de Apoio Emergencial Alto da Sereia, em Salvador.

Sobre esses assuntos, o Ondas da Resistência ouviu dona Maria de Fátima, marisqueira e integrante da Comissão de Povos e Comunidades Tradicionais da Bahia; Edinalva Rita, presidenta da associação da comunidade quilombola de Caiana dos Crioulos, em Alagoa Grande, na Paraíba; Lilian Clara, trabalhadora rural, moradora do povoado Alfavaca, em Juazeiro, na Bahia; Roberta Rox, artista, terapeuta, educadora e moradora do Alto da Sereia, comunidade de Salvador; e Manuela Ferreira da Conceição, jovem de 17 anos, educomunicadora e moradora da comunidade de Angico, no Vale do Salitre, em Juazeiro, na Bahia.

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02. Água é vida: como estão os territórios após um ano do derramamento de petróleo na costa brasileira

No segundo episódio do Ondas da Resistência, conversamos com mulheres de povos e comunidades tradicionais do Nordeste do país sobre como, quase um ano depois, os territórios seguem resistindo aos impactos do vazamento de petróleo na costa brasileira.

Apesar de até hoje o governo federal não ter dado respostas sobre os responsáveis pela tragédia e os territórios tradicionais seguirem amargando os impactos, a notícia sobre o maior desastre com petróleo do Atlântico Sul sumiu dos jornais mesmo antes da pandemia do coronavírus ocupar espaço de maneira quase absoluta.

Também no episódio 2 abordamos a importância do acesso à água como um direito fundamental e discutimos a aprovação, pelo Senado, da nova lei sobre o saneamento, que abre as porteiras para a privatização da água.

Sobre esses assuntos, o Ondas da Resistência amplificou as vozes de Elienaide Flores, marisqueira, do Movimento das Marisqueiras de Sergipe; Rita de Cássia, pescadora da comunidade Macau, no Rio Grande do Norte, e integrante da Articulação Nacional das Pescadoras; Adriana Tremembé, indígena do Povo Tremembé, do município de Barra do Mundaú, no Ceará; e Maria Eliene, a Maninha, pescadora da comunidade de Jardim, município de Fortim, também no Ceará.

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01. Impactos da covid-19 nos modos de vida das mulheres

No episódio de estreia do Ondas da Resistência, ouvimos mulheres de povos e comunidades tradicionais do Nordeste brasileiro sobre os impactos da pandemia de COVID-19 nas suas vidas e seus territórios.

Desde março, o país enfrenta uma crise sanitária que tem escancarado desigualdades profundas e históricas. Populações que já tinham direitos negados e eram vítimas de diversos crimes e tragédias ambientais e sociais, como o vazamento de petróleo que aconteceu em 2019, agora enfrentam mais descaso do poder público.

Conversamos com Joana Moussinho, pescadora de Itapissuma, litoral norte de Pernambuco, e integrante da Articulação Nacional das Pescadoras; Sonia Maria, doceira, do Grupo Sabor do Salitre, moradora da comunidade Baraúnas, em Juazeiro, na Bahia; Maria Angela, trabalhadora rural de Mata Grande, no Alto Sertão de Alagoas; Maria Izaltina, quilombola do território de Brejão dos Negros, em Sergipe; e Nádia Akauã, indígena do povo Tupinambá, da aldeia Tucum, em Olivença, na Bahia.